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Mulher morre após ser baleada por policial militar; caso é o terceiro em SP em menos de 15 dias

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Vítima estava com uma faca e apresentava comportamento alterado. Policial que efetuou o disparo foi preso em flagrante, e o caso será investigado.

Uma mulher morreu após ser baleada por um policial militar na tarde desta quinta-feira (15), no bairro Parque São Domingos, na zona oeste de São Paulo. O caso é o terceiro em menos de 15 dias na capital paulista envolvendo a morte de pessoas em suposto surto durante ocorrências com a Polícia Militar.

Segundo informações da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), a mulher estava com uma faca e apresentava comportamento alterado. Imagens de câmeras de segurança mostram a vítima caminhando em direção aos policiais, enquanto um dos agentes ordena que ela solte o objeto.

Diante da aproximação, um dos policiais efetuou um disparo. O socorro foi acionado, mas a morte foi constatada ainda no local.

Policial foi preso em flagrante

O policial militar responsável pelo disparo foi preso em flagrante e encaminhado ao Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), responsável pela investigação.

A SSP-SP informou que um Inquérito Policial Militar (IPM) foi instaurado, com acompanhamento da Corregedoria da Polícia Militar. A arma utilizada pelo agente foi apreendida para perícia.

Outros dois casos foram registrados

A morte da mulher ocorreu após outras duas ocorrências recentes em São Paulo que terminaram com homens mortos por disparos de policiais militares.

No dia 3 de outubro, Antonio Nunes Batista, de 40 anos, morreu após ser atingido por 24 tiros durante uma abordagem na zona norte da capital.

Já no dia 10 de outubro, Gustavo Munis de Santana, de 20 anos, foi morto após ser atingido por 27 disparos durante uma ocorrência no bairro de Moema, na zona sul. Segundo informações divulgadas sobre o caso, os policiais teriam confundido um celular que ele segurava com uma arma.

As duas ocorrências também são alvo de investigação.

Os casos reacenderam o debate sobre os procedimentos adotados em abordagens policiais envolvendo pessoas em possível crise de saúde mental. As circunstâncias das mortes deverão ser esclarecidas pelas investigações em andamento.

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