
O Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE-PA) realizou neste sábado (3), a partir das 8h, no auditório Antônio Koury, no edifício-sede, o sorteio de 35 urnas eletrônicas que passarão por auditoria durante o primeiro turno das Eleições 2026, neste domingo (4).
Os equipamentos serão submetidos a testes de integridade, biometria e autenticidade, procedimentos utilizados pela Justiça Eleitoral para verificar o funcionamento das urnas e a segurança dos sistemas de votação.
“O teste de autenticidade e integridade é para demonstrar publicamente para a sociedade e partidos políticos que a urna eletrônica é auditável. Ou seja, o voto que a eleitora e o eleitor depositarem na urna eletrônica de fato é contabilizado e destinado para o candidato que ele escolher dentro do processo democrático”, explicou Elaine Santana, secretária da Secretaria de Planejamento do TRE-PA.
A Auditoria da Votação Eletrônica é um dos mecanismos utilizados pela Justiça Eleitoral para verificar o funcionamento das urnas e a integridade dos sistemas empregados na votação. No Pará, os trabalhos são organizados pela Comissão de Auditoria da Votação Eletrônica (CAVE) do TRE-PA.
A cerimônia de sorteio é pública e pode ser acompanhada por entidades fiscalizadoras e pela sociedade. O TRE-PA também transmite os procedimentos ao vivo pelo YouTube.
“Pode ser acompanhada pelo público e está sendo transmitida ao vivo no YouTube do TRE do Pará, tanto hoje, no sorteio dessas urnas, quanto amanhã (4), no teste que será realizado na Arena Mangueirinho, a partir das 8h até 17h, no mesmo horário de realização das eleições”, afirmou Elaine.
Urnas sorteadas em Belém e Ananindeua
Em Belém, foram sorteadas urnas das zonas eleitorais 73, 97, 95, 29, 1, 76 e 30. Em Ananindeua, foram selecionadas as zonas 72, 43 e 107.
Ao todo, as 35 urnas serão submetidas a três procedimentos: 25 participarão do Teste de Integridade, duas do Teste de Integridade com Biometria e oito do Teste de Autenticidade.
As 25 urnas destinadas ao Teste de Integridade são recolhidas das respectivas seções eleitorais e transportadas até o Ginásio Guilherme Paraense, o Mangueirinho. No local, os equipamentos ficam armazenados em cofre e lacrados até o início dos testes, neste domingo (4), durante o horário de votação.
Logística define regiões que participam do sorteio
Segundo Elaine Santana, 37 zonas eleitorais foram consideradas para o sorteio levando em conta a logística de transporte das urnas no estado.
“As 37 zonas foram escolhidas para serem sorteadas de acordo com a logística do estado do Pará. Sabemos que temos um estado muito povoado, populoso e de grandes dimensões. Para levar as urnas já é uma logística muito difícil, então todo tipo de urna que precisa de transporte aéreo ficaria muito caro. Apenas quem tem o modal de transporte terrestre, que esteja numa distância de mais ou menos quatro horas da sede, é que entrou”, explicou.
Entraram no sorteio áreas do nordeste do Pará, até regiões como Alça Viária, Igarapé-Açu e Acará.
“Também tiramos os modais ribeirinhos, até por uma questão de segurança”, acrescentou Elaine.
As urnas retiradas das seções eleitorais são substituídas por outros equipamentos, que ficam disponíveis para utilização normal no dia da eleição.
Entidades acompanham auditoria
Participam da fiscalização entidades previstas na legislação eleitoral, como Ministério Público, partidos políticos, Defensoria Pública, Tribunal de Contas da União (TCU), Controladoria-Geral da União (CGU), Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal, entre outras instituições habilitadas.
Bruno Braga, presidente da Associação Estadual dos Defensores Públicos, acompanhou o sorteio como membro de observação eleitoral. Segundo ele, o trabalho também envolve acompanhar as condições de acessibilidade e o funcionamento do processo eleitoral.
“Um dos nossos papéis é sempre fomentar a transparência, o aperfeiçoamento do processo democrático, sempre dando sugestões de aperfeiçoamento. Então, a nossa expectativa é que, a cada novo ciclo eleitoral, cada vez mais se garanta a participação dos eleitores e a integridade e transparência de todo esse processo”, afirmou.
Bruno também explicou que os observadores conversam com eleitores para identificar dificuldades e facilidades encontradas durante a votação.
“Conversamos com os eleitores também para saber das dificuldades, facilidades e como estão enxergando o processo eleitoral. Ao final, apresentamos um relatório para TSE e TRE, sempre no intuito de colaborar com o aperfeiçoamento de todo o processo eleitoral”, acrescentou.
A Auditoria da Votação Eletrônica integra os mecanismos de fiscalização da Justiça Eleitoral e permite a verificação pública do funcionamento das urnas e dos sistemas utilizados nas eleições.
Fonte: Diário do Pará



