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Primeiro voto: o voto vai além de uma obrigação

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Acredito que, além de um dever, é direito de todo cidadão votar em quem considera competente para cada cargo. Eu prezo pelo futuro do meu estado e do meu país e, por isso, estudei a fundo os candidatos e suas propostas. Sendo a minha primeira vez votando, minha liberdade de escolha está expressa nos candidatos que pretendo escolher.

Estou muito esperançosa por estas eleições. No tempo dos meus pais, não havia como pesquisar sobre os candidatos e, na maioria das vezes, os votos eram comprados. Os candidatos ofereciam dinheiro, comida ou emprego em troca do voto, e não existia uma fiscalização tão eficaz quanto hoje. Atualmente, temos maior liberdade para pesquisar sobre os candidatos, suas propostas e seu histórico, e ter mais segurança na hora de escolher.

Os jovens precisam participar dessa luta. Apesar de o voto para pessoas de 16 e 17 anos ser facultativo, isso não impede o adolescente de votar em quem condiz com seus ideais. A juventude é uma voz ativa e fortíssima na sociedade, e me dói ver até mesmo maiores de idade optando por não votar. Quando eu tinha 17 anos, não podia votar porque não havia feito meu título de eleitor na época. É um grande arrependimento, pois queria fazer parte desse momento tão crucial para a história do nosso país.

Meu maior medo é que o Brasil chegue perto de uma nova censura. Vendo o que milhões de brasileiros sofreram nos anos 60 e 70 e as marcas que foram deixadas, percebo que é de extrema importância não ignorarmos essa pauta e ajudarmos a evitar um golpe dessa magnitude. O que me entristece é ver parte dos brasileiros dizendo que a ditadura deveria voltar, que precisamos de uma intervenção militar e que tudo era melhor antigamente. A impressão que dá é que essas pessoas nunca estudaram sobre a nossa história e não têm amor ao próximo.

Por isso, nós, como eleitores, devemos ter consciência de quem queremos colocar no poder. Somos livres para eleger quem quisermos, mas temos a responsabilidade de decidir com sabedoria qual candidato pode, de fato, ajudar a levar o Brasil para frente.

O voto vai além de ser uma obrigação: é uma questão de dignidade e um espelho do que sentimos pelo nosso país.

Meu nome é Maria Eduarda, tenho 19 anos. Sou universitária e curso Psicologia. Sou fã de bandas punk, metal e emo, como Green Day, System of a Down e My Chemical Romance. Meus gostos refletem meu posicionamento político, e me orgulho de ser quem sou.

Fonte: Diário do Pará

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