
O pastor Dario da Conceição, ligado à Assembleia de Deus e também servidor da Prefeitura de Registro, no interior de São Paulo, permanece preso preventivamente após ser investigado por estupro de vulnerável contra a própria sogra, uma idosa de 91 anos.
A prisão ocorreu no fim do mês de junho, após a apresentação de elementos considerados relevantes para a investigação. Em seguida, a Justiça decidiu converter a prisão em flagrante em prisão preventiva, permitindo a continuidade das apurações enquanto o suspeito permanece sob custódia.
Segundo as informações divulgadas pelas autoridades, a vítima é uma idosa acamada e depende de cuidados permanentes por causa do seu estado de saúde. A investigação aponta que familiares descobriram indícios do crime por meio de um sistema de monitoramento instalado na residência. O pastor e ela moravam na mesma casa.

Monitoramento revelou indícios do crime
De acordo com a apuração, o equipamento teria registrado imagens que passaram a integrar o inquérito policial. Ainda conforme os investigadores, mesmo com a interrupção do funcionamento da internet no imóvel, os arquivos permaneceram armazenados em um serviço de nuvem. Posteriormente, um familiar acessou o conteúdo, reuniu o material e o entregou à Polícia Civil.
Além do episódio investigado, os policiais apuram se a vítima pode ter sofrido outros abusos anteriormente. Exames periciais e demais diligências fazem parte da investigação, que segue em andamento.


Prefeitura e Assembleia de Deus se manifestam
Paralelamente à atuação religiosa, Dario da Conceição ocupava um cargo na administração municipal de Registro. Após a confirmação da prisão, a prefeitura informou que o servidor foi afastado das atividades. Em nota, a administração municipal afirmou repudiar qualquer forma de violência e declarou que está colaborando com as autoridades sempre que solicitada.
A liderança regional da Assembleia de Deus também se manifestou sobre o caso. Em comunicado, informou que não tinha conhecimento das condutas atribuídas ao pastor, repudiou os fatos investigados e afirmou que acompanha o trabalho das autoridades.
O processo tramita sob segredo de Justiça. Até a conclusão das investigações e de eventual julgamento, o caso permanece sob análise das autoridades competentes.
Fonte: Diário do Pará



