
Cinco homens são investigados pelo crime ocorrido em uma comunidade rural de Itamarati; dois suspeitos foram presos e outros três seguem foragidos.
Uma adolescente indígena de 15 anos foi vítima de estupro coletivo na comunidade Catitu, localizada na zona rural de Itamarati, no interior do Amazonas. O crime ocorreu em setembro deste ano e foi gravado pelos envolvidos. Posteriormente, as imagens foram compartilhadas em grupos de mensagens e circularam em diferentes regiões do país.
Segundo informações divulgadas pelo portal Metrópoles, cinco homens, com idades entre 22 e 50 anos, são investigados por participação no crime. Até esta terça-feira (20), dois suspeitos haviam sido presos, enquanto outros três continuavam foragidos.
Denúncia levou o caso às autoridades
O caso chegou ao conhecimento da polícia depois que uma mulher, que não conhecia a adolescente, teve acesso às gravações e denunciou a situação às autoridades.
De acordo com as informações divulgadas, os envolvidos teriam afirmado nas gravações que a violência seria uma espécie de “cobrança” contra a jovem. A motivação do crime, no entanto, ainda não foi esclarecida pelas investigações.
Além do estupro, os suspeitos também são investigados pela gravação e divulgação de imagens envolvendo uma adolescente, condutas que podem configurar outros crimes.
Vítima recebe acompanhamento especializado
A adolescente, pertencente ao povo indígena Kanamari, está recebendo atendimento médico e psicológico especializado. Ela também foi matriculada em uma escola, conforme informações divulgadas pela imprensa.
O caso reforça a importância da proteção de crianças e adolescentes contra a violência sexual e da responsabilização dos envolvidos, respeitando o andamento das investigações e a preservação da identidade da vítima.
Como denunciar
Casos de violência contra crianças e adolescentes podem ser denunciados gratuitamente pelo Disque 100, inclusive de forma anônima.
As autoridades também orientam que vídeos e imagens relacionados ao crime não sejam compartilhados ou encaminhados, para evitar a revitimização da adolescente e a disseminação de conteúdo que envolva violência sexual contra menores de idade.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil do Amazonas.



