
Segundo a Guarda Revolucionária iraniana, cada embarcação transportava mais de 2 milhões de barris de petróleo. Incidentes ocorrem em meio à escalada do conflito com os Estados Unidos.
Dois superpetroleiros pegaram fogo após supostamente atingirem minas no Estreito de Ormuz, neste sábado (17), segundo informações divulgadas pela Guarda Revolucionária do Irã. De acordo com os comunicados militares, cada embarcação transportava mais de 2 milhões de barris de petróleo.
Até o momento, as autoridades iranianas não informaram a origem da carga nem as bandeiras dos navios. Também não foram divulgados detalhes sobre possíveis vítimas ou a extensão dos danos às embarcações.
Tensão ameaça transporte mundial de petróleo
O incidente ocorre em meio à escalada das tensões entre o Irã e os Estados Unidos. Teerã restringiu a passagem de embarcações pelo estreito sem autorização e ameaça retaliar navios que considera infratores.
Nos últimos dias, o tráfego marítimo na região voltou a registrar ataques, apesar de algumas embarcações terem atravessado a área sob escolta americana.
Localizado entre o Irã e Omã, o Estreito de Ormuz é uma das principais rotas marítimas para o transporte internacional de petróleo e gás. Antes do início da guerra, no fim de fevereiro, aproximadamente um quinto do petróleo e de outros hidrocarbonetos comercializados mundialmente passava pela região.
Outros petroleiros também foram atacados
Agências de monitoramento marítimo relataram ataques a outros dois petroleiros na sexta-feira (16), em águas do Golfo, nas proximidades da costa da Arábia Saudita.
Até o momento, não há confirmação de que esses episódios estejam relacionados aos incêndios anunciados pela Guarda Revolucionária iraniana.
A situação mantém o mercado internacional de energia em alerta, já que eventuais interrupções prolongadas no Estreito de Ormuz podem afetar o abastecimento global e pressionar os preços do petróleo.



