
Encontro em Brasília ocorre após o ministro Alexandre de Moraes encerrar suspensão de 90 dias; visitas continuam proibidas para fins político-eleitorais.
O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) visitou o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, na manhã desta terça-feira (13), em Brasília. O encontro ocorreu após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizar a retomada das visitas, que estavam suspensas desde julho. <Entity value=”UOL” category=”organization”/> informou que Flávio chegou à residência do pai por volta das 9h45.
A suspensão havia sido determinada após o senador publicar nas redes sociais uma carta escrita por Jair Bolsonaro, em que o ex-presidente manifestava apoio à candidatura do filho. Na avaliação de Moraes, a divulgação descumpriu as restrições impostas ao ex-presidente, que está proibido de utilizar redes sociais diretamente ou por meio de terceiros.
Visitas são retomadas com restrições
O período de suspensão de 90 dias terminou em outubro. Ao autorizar a retomada dos encontros, Moraes considerou que não surgiram novos fatos que justificassem a prorrogação da medida. A Procuradoria-Geral da República (PGR) também se manifestou favoravelmente à liberação.
Apesar da autorização, as visitas continuam sujeitas às condições e medidas de segurança estabelecidas anteriormente. Também permanece proibido utilizar os encontros para fins político-eleitorais ou divulgar manifestos, cartas e declarações de Jair Bolsonaro, inclusive por intermédio de terceiros.
Flávio havia criticado suspensão
Na segunda-feira (12), após a decisão do STF, Flávio afirmou estar ansioso para reencontrar o pai e criticou a suspensão das visitas. Na ocasião, declarou que pretendia conversar com Jair Bolsonaro na condição de filho.
O ex-presidente cumpre prisão domiciliar em Brasília após ser condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.
O reencontro ocorre em meio à campanha presidencial de 2026, na qual Flávio disputa o segundo turno. As restrições determinadas pelo STF seguem em vigor, impedindo que o contato familiar seja utilizado para manifestações políticas do ex-presidente.



