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5 erros que atrapalham o emagrecimento, segundo nutricionista

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Emagrecer está entre os objetivos mais comuns de quem busca melhorar a saúde. Ainda assim, algumas estratégias adotadas sem orientação podem acabar dificultando o processo. Entre elas estão pular refeições, avaliar o progresso apenas pela balança e negligenciar o sono, hábitos que, segundo uma nutricionista, podem comprometer os resultados.

O alerta ganha ainda mais relevância diante do avanço do sobrepeso e da obesidade. De acordo com o Atlas Mundial da Obesidade 2026, quase 3 bilhões de pessoas vivem com excesso de peso no mundo, e esse total pode se aproximar de 4 bilhões até 2035.

Por que o emagrecimento nem sempre acontece como esperado

A nutricionista Fernanda Lopes, da Six Clínic, iniciativa on-line voltada ao cuidado de pessoas com obesidade e sobrepeso, explica que o emagrecimento não depende apenas da alimentação. Segundo ela, fatores metabólicos, hormonais, comportamentais e emocionais também influenciam a perda de peso, tornando necessário um acompanhamento individualizado.

“O suporte médico e nutricional contínuo permite identificar barreiras, ajustar estratégias e oferecer apoio a quem busca emagrecer durante essa trajetória. Com o avanço da telemedicina, esse cuidado se torna mais acessível e frequente, favorecendo o monitoramento da evolução e a adesão ao tratamento”, afirma.

Cinco erros que podem dificultar a perda de peso

1. Pular refeições para emagrecer mais rápido

Deixar de tomar café da manhã, permanecer muitas horas em jejum ou excluir completamente determinados alimentos são estratégias comuns entre quem deseja perder peso. No entanto, a nutricionista alerta que restrições excessivas podem dificultar a continuidade do planejamento alimentar.

“Quando os hábitos alimentares são marcados por muitas restrições, a pessoa pode encontrar mais obstáculos para seguir o planejamento nutricional no dia a dia. Por isso, abordagens mais flexíveis e adaptadas à realidade de cada indivíduo costumam apresentar benefícios mais consistentes ao longo do tempo”, orienta.

2. Acompanhar apenas o número da balança

A balança não é o único indicador de evolução. Redução do inchaço, melhora da disposição e diminuição da numeração das roupas também podem mostrar que o processo está avançando.

“A balança mostra apenas a massa corporal total e não consegue indicar, sozinha, tudo o que está acontecendo. Quando a pessoa observa apenas os quilos, pode se desmotivar e acreditar que não está evoluindo. Por isso, é importante acompanhar outros indicadores para ter uma visão mais completa do progresso”, ressalta Fernanda Lopes.

3. Dormir pouco ou não priorizar o sono

A qualidade do sono também influencia o controle do peso. Segundo a especialista, o descanso participa da regulação de mecanismos ligados ao apetite, à saciedade e ao metabolismo.

O sono participa da regulação de hormônios relacionados à fome e à saciedade. Quando o repouso é comprometido, pode haver aumento da fome, maior desejo por alimentos ultraprocessados e mais dificuldade para manter escolhas equilibradas no dia a dia. Por isso, para a maioria dos adultos, a recomendação é dormir entre 7 e 9 horas por noite”, relata.

4. Pensar que tudo depende da alimentação

Embora a alimentação tenha papel importante, outros fatores também podem interferir no emagrecimento. Entre eles estão alterações hormonais, predisposição genética, estresse, privação de sono e o uso de alguns medicamentos.

“Quando existem barreiras persistentes para o emagrecimento, mesmo após adaptações no estilo de vida, é importante investigar possíveis condições associadas. Alterações na tireoide, resistência à insulina, síndrome dos ovários policísticos e o uso de determinados medicamentos são alguns exemplos que podem influenciar o funcionamento do organismo e exigir uma conduta específica”, pontua.

5. Tratar a manutenção da mesma forma que a perda de peso

Chegar ao peso desejado não significa que os cuidados podem permanecer exatamente iguais aos adotados durante o emagrecimento. De acordo com a nutricionista, essa etapa exige adaptações conforme as necessidades do organismo.

“As necessidades do organismo mudam, assim como a ingestão calórica, as escolhas alimentares e as metas de cada indivíduo. Por isso, a assistência especializada permite acompanhar o progresso de forma contínua, realizar ajustes sempre que necessário e aumentar as chances de preservar as conquistas de forma duradoura”, conclui.

Fonte: Diário do Pará

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