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Telessaúde da Ufopa leva atendimento especializado à Amazônia

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A tecnologia tem encurtado distâncias na Amazônia e levado atendimento especializado a regiões onde o acesso a médicos de diversas especialidades ainda representa um desafio. É com esse objetivo que o Núcleo de Telessaúde da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), criado em 2025, vem fortalecendo a assistência à saúde na região por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).

Vinculado ao Instituto de Saúde Coletiva (Isco), o núcleo integra a estratégia do Ministério da Saúde dentro do programa Agora Tem Especialistas e atualmente presta suporte a 20 municípios do Oeste paraense, oferecendo atendimento em 11 especialidades médicas por meio de teleconsultas, além de serviços de teleducação, telediagnóstico e teleconsultoria.Teleconsulta em nefrologia

Primeira teleconsulta em nefrologia

Nesta terça, 30, o projeto alcança um novo marco com a realização da primeira teleconsulta em nefrologia, marcada para às 17h, nas dependências do Isco – Unidade Tapajós, em Santarém. A iniciativa amplia o acesso da população à atenção especializada sem a necessidade de longos deslocamentos, realidade comum para moradores da região amazônica.

O Núcleo de Telessaúde foi criado para potencializar a oferta dos serviços de Saúde Digital no SUS, fortalecer as redes municipais de saúde e integrar a Atenção Primária, a Atenção Especializada e a Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS), contribuindo para tornar o atendimento mais ágil e eficiente.

Expansão e resultados do programa

As atividades começaram a partir do projeto “Tecendo Linhas do Cuidado Integral à Saúde na Amazônia”, que implantou o serviço de telediagnóstico. A primeira experiência ocorreu em Rurópolis, com exames de retinografia realizados em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (Sespa) e a Secretaria Municipal de Saúde do município.

A expansão dos serviços ocorreu de forma gradual. Em março deste ano, o núcleo iniciou as atividades de teleducação, voltadas à capacitação de profissionais da Atenção Primária à Saúde. Dois meses depois, passou a oferecer teleconsultorias, permitindo que equipes de saúde dos municípios recebessem suporte clínico especializado para discussão de casos.

Hoje, o Núcleo disponibiliza teleconsultas nas áreas de nefrologia, infectologia, cardiologia, neurologia, medicina de família e comunidade, pediatria, oncologia pediátrica, ginecologia e obstetrícia, cuidados paliativos, nutrição e odontologia. As solicitações chegam por meio das secretarias municipais de Saúde, que encaminham os pacientes conforme a necessidade identificada nas redes locais.

Desde o início das atividades, o programa já contabiliza resultados importantes. Foram realizadas seis ações de teleducação, abordando temas como saúde bucal, doenças crônicas e saúde materna. Na área de telediagnóstico, foram emitidos 60 laudos de retinografia para pacientes de Rurópolis. Já a teleconsultoria contabiliza dez atendimentos envolvendo especialistas em infectologia, neurologia, nefrologia, ginecologia e obstetrícia e pediatria.

Parcerias e impacto na região

O funcionamento do Núcleo de Telessaúde também é sustentado por uma rede de cooperação com instituições de referência, entre elas a Universidade de São Paulo (USP), a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (Sespa) e a Secretaria de Informação e Saúde Digital (SEIDIGI) do Ministério da Saúde. As parcerias garantem apoio técnico, desenvolvimento científico, capacitação profissional e ampliação da oferta de serviços especializados.

Além de integrar a política nacional de fortalecimento da Saúde Digital no SUS, a iniciativa representa um avanço para a população do Oeste do Pará, ao reduzir deslocamentos, ampliar o acesso a especialistas, fortalecer a Atenção Primária e aproximar universidades, gestores públicos e serviços de saúde. Em uma região marcada por grandes distâncias geográficas e desafios logísticos, a telessaúde surge como uma ferramenta estratégica para tornar o atendimento mais rápido, qualificado e acessível aos pacientes da Amazônia.

Fonte: Diário do Pará

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