
Dois jovens teriam sofrido lesões na cabeça e passado por exame de corpo de delito; policial apresentou sua versão dos fatos em vídeo, e o caso deve ser investigado pelas autoridades.
Um caso envolvendo dois adolescentes e um policial civil, conhecido pelo apelido de “Gibão”, foi registrado na noite desta quinta-feira (22), na Pracinha do Estudante, localizada em frente à Escola Lauro Sodré, no município de Moju, no nordeste do Pará.
De acordo com informações repassadas à equipe do Portal Manchete, a ocorrência aconteceu entre 19h e 20h. Os adolescentes estavam no espaço público quando o policial chegou ao local acompanhado de familiares. Segundo as informações iniciais, o agente estaria à paisana e portava uma arma de fogo do tipo pistola.
Conforme os primeiros relatos, o episódio teria começado após um desentendimento envolvendo divergências políticas. Na sequência, os dois adolescentes teriam sido agredidos. Segundo as informações repassadas à reportagem, os jovens sofreram lesões na cabeça e passaram por exame de corpo de delito, procedimento que poderá contribuir para a apuração das circunstâncias do ocorrido.
Após a repercussão do caso, o policial divulgou um vídeo de esclarecimento apresentando sua versão dos acontecimentos. Segundo ele, havia saído de casa para passear com a filha e a neta, levando as duas à praça para brincar.
O agente negou que o desentendimento tenha sido motivado por questões políticas e rejeitou acusações de bolsonarismo e homofobia. Ao se defender, afirmou ter amigos homossexuais.
Ainda segundo a versão apresentada pelo policial, os adolescentes seriam fisicamente maiores do que ele e também o teriam agredido durante o episódio. Ele afirmou, ainda, que teria sido ofendido pelos jovens em razão de divergências relacionadas a posicionamentos políticos.
No vídeo, o policial reconheceu que poderia ter conduzido a situação de outra maneira. “Eu errei, sim, por não ter chamado a Polícia Militar para tirar eles do parque”, declarou.
Até o momento, as versões apresentadas pelas partes não foram confirmadas de forma independente em todos os seus detalhes. A dinâmica do ocorrido e as responsabilidades dos envolvidos ainda precisam ser esclarecidas.
O caso deve ser investigado pelas autoridades competentes, que deverão apurar as circunstâncias do episódio, analisar os relatos dos envolvidos e considerar os elementos disponíveis, incluindo os exames de corpo de delito realizados nos adolescentes.
A equipe do Portal Manchete segue acompanhando o caso e mantém espaço aberto para manifestações dos adolescentes, de seus responsáveis, do policial citado e dos órgãos competentes. Novas informações serão divulgadas assim que forem confirmadas.
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