
Reproduzir dois menus elaborados pelos jurados e servir 100 pessoas habituadas a frequentar os melhores restaurantes será a primeira missão dos concorrentes na estreia do MasterChef Profissionais 2026. De volta após três anos, a atração começa nesta terça-feira (6), às 22h30, na Band, e já terá uma despedida ao fim das provas.
O elenco divide as 18 vagas igualmente entre participantes que passaram pela franquia e profissionais que entram na disputa pela primeira vez. Ao longo de 16 episódios, Erick Jacquin, Helena Rizzo e Henrique Fogaça avaliarão o grupo, que concorre ao troféu, a R$ 300 mil e a outros prêmios.

Como serão as primeiras provas
As apresentações darão lugar a um trabalho em equipe. Os competidores precisarão executar os dois menus que o júri desenvolveu especificamente para a estreia e atender aos 100 convidados. Na apresentação da temporada, os desafios são anunciados como os mais complexos já propostos pelo programa.
Quem tiver o pior desempenho seguirá para a etapa eliminatória. Nela, a confeitaria exigirá a montagem de uma torre com éclairs e religieuse, doce clássico francês. Além de técnica, acabamento e sabor, a estrutura terá de permanecer de pé até a degustação.
Três nomes importantes na trajetória da atração ajudarão a avaliar os preparos. O responsável pelo trabalho de pior resultado deixará a competição.


Jurados cobram técnica e estratégia
A nova disputa reúne veteranos mais maduros, dispostos a tentar novamente o título, e estreantes experientes que pretendem mostrar que conhecer o programa não assegura vantagem. Para Eduardo Accioly, diretor do talent show, o formato vai exigir mais do que domínio dos fogões.
“Será um MasterChef raiz, que vai surpreender muita gente. Uma edição para colecionador. Nosso objetivo foi tirá-los da zona de conforto para que enfrentassem não apenas provas de culinária, mas verdadeiros testes de resiliência e criatividade”, adianta.
“O nível técnico atingiu um patamar nunca visto antes, porém, no MasterChef, não basta saber cozinhar bem, é preciso coragem para arriscar, ser estratégico e ter sangue frio para lidar com as situações”, completa Accioly.


Os episódios permitirão acompanhar tanto o desenvolvimento de quem retorna quanto a determinação dos novatos. Helena Rizzo destaca a qualificação do elenco e a convivência durante as gravações.
“É uma temporada muito especial, com participantes extremamente qualificados, por quem tenho um enorme respeito. Lógico que existe toda a pressão, só que ainda assim é um momento de troca e confraternização”, afirma.
Fogaça, por sua vez, ressalta que o currículo não substitui o resultado de cada prova.
“A cozinha vai pegar fogo, como sempre. Lá fora pode ser um grande profissional, com prêmios, mas aqui dentro é só mais um na multidão. Tem que ser o melhor semanalmente porque, senão, é graxa”, diz.
Jacquin terá ainda uma surpresa ao entrar no estúdio: um amigo estará entre os concorrentes. Sobre o participante, apresentado como um profissional com 40 anos de carreira, o jurado garante que a proximidade não interferirá na avaliação.
“Nem sabia que ele viria, juro por Deus, pelos meus filhos. Somos amigos, passamos vários momentos juntos, mas não vai mudar nada. Vou avaliá-lo igual a todos os outros”, avisa.
Chefs convidados e desafios da temporada
Confeitaria, culinária regional, clássicos internacionais, harmonização e reinvenção de pratos estão entre os temas previstos. Para ampliar as exigências das provas e testar os limites dos participantes, o programa receberá chefs que atuam no Brasil e no exterior.
Entre os convidados internacionais confirmados estão Facundo Kelemen, da Argentina; Olivier da Costa, de Portugal; e Paco Ruano, do México. Também participarão Tsuyoshi Murakami, Marco Renzetti, Luiz Filipe Souza, Bianca Mirabili, Luana Sabino, Onildo Rocha e Bel Coelho, entre outros nomes.
Quem participa do MasterChef Profissionais
Daniela Rosa
Chef de cozinha, 36 anos, Rio de Janeiro (RJ). A culinária funcional e vegetal orienta o trabalho de Daniela, que pratica yoga e meditação e mantém uma alimentação saudável. Formada pela Le Cordon Bleu, ganhou visibilidade com o Ganic Lab, reconhecido pela VEJA RIO como Melhor Lanchonete Vegana da Cidade.
Sua experiência inclui cardápios para Ensaios da Anitta, Doce Maravilha, Casa Clã MAMA e Corona Fest. Atualmente na consultoria gastronômica do Ibiti Projeto, pretende adotar uma estratégia firme e calculada na disputa. Quer demonstrar as possibilidades da cozinha sustentável e está disposta a trabalhar com proteínas animais quando as provas exigirem.
Fernanda Oliveira
Chef de cozinha, 34 anos, Patrocínio (MG). Quatro anos depois de conquistar o vice-campeonato na nona temporada, em 2022, Fernanda retorna com uma carreira construída na gastronomia. A antiga engenheira civil, apelidada de “loba” no reality, recebeu como prêmio uma formação na Le Cordon Bleu.
Desde então, trabalhou como sous-chef e chef em diferentes casas, além de atuar com empreendedorismo, consultoria e conteúdo digital. Hoje conduz eventos e desenvolve projetos no setor. As lembranças da família e as origens mineiras aparecem em seus pratos, combinadas a referências contemporâneas e à experiência acumulada desde a primeira participação.
Gabriela Carregosa
Chef de cozinha, 30 anos, Aracaju (SE). À frente do restaurante Toalha e de O Jantarzin, projeto próprio de menus degustação e experiências gastronômicas, Gabriela desenvolve uma cozinha brasileira autoral. Nascida em Sergipe e ligada afetivamente ao Rio de Janeiro, começou a cozinhar ainda criança e profissionalizou essa relação em 2019.
Passou pelo Sheraton Grand Rio Hotel & Resort, pelo Oro, com duas estrelas Michelin, e pelo Manioca, de Helena Rizzo. Nessas experiências, aperfeiçoou a técnica e manteve a valorização dos ingredientes brasileiros. Com um jeito delicado e disposição para arriscar, quer apresentar preparos que expressem sua identidade e sua personalidade firme.
Helena Furtado
Cozinheira, 48 anos, São João Nepomuceno (MG). O Pinga, boteco brasileiro que comanda em Barcelona, reúne as referências brasileiras e espanholas de Helena. Jornalista de formação, ela encontrou na oitava temporada do MasterChef, em 2021, o impulso para mudar de profissão.
Durante aquela participação, percebeu novas possibilidades para o repertório internacional, especialmente o espanhol. Depois, estudou na Le Cordon Bleu e retornou a Barcelona, onde já morava havia décadas, para trabalhar com gastronomia. Tornou-se chef de eventos e volta à competição com uma identidade culinária própria e disposição para ousar.
Hugo Merchan
Cozinheiro e bartender, 34 anos, Marília (SP). A confeitaria, a coquetelaria e as harmonizações estão entre os recursos que Hugo leva para sua nova tentativa de conquistar o troféu. O aprendizado começou com a avó e continuou por meio de estudos, que ampliaram seu conhecimento de sabores e combinações.
Na quinta temporada da versão para amadores, em 2018, ele saiu no início, voltou pela repescagem e chegou à final, terminando como vice-campeão. Oito anos depois, retorna mais maduro e concentrado no título.
Ieda de Matos
Chef de cozinha, 54 anos, Utinga (BA). Na Casa de Ieda, em São Paulo, a chef recupera sabores da Chapada Diamantina e destaca as contribuições indígenas e africanas à alimentação brasileira. Esse trabalho, reconhecido no Brasil e no exterior, parte do aprendizado com as mulheres da família e da valorização dos alimentos oferecidos pela terra.
Antes de abrir o restaurante, vendeu salgados e comandou um food truck. A formação profissional veio na vida adulta, seguida de um estágio na Europa. Ieda disputa o prêmio com uma cozinha que usa para narrar a própria história.
Irina Cordeiro
Chef proprietária, 38 anos, Natal (RN). Terceira colocada na segunda temporada do MasterChef Profissionais, Irina volta em busca do troféu. Sua participação anterior conquistou o público pela autenticidade e pela determinação, além de lhe dar projeção nacional.
Chef, empresária e criadora de conteúdo, expandiu a atuação nos negócios e nas plataformas digitais. Em São Paulo, o restaurante Cuscuz da Irina transforma o alimento ligado às suas lembranças de infância em marca do empreendimento.
João Vieira
Chef executivo, 28 anos, Bom Jardim (RJ). Responsável por três operações do Empório 85 Wine Bar, no Espírito Santo, João trabalha com uma culinária brasileira contemporânea que combina ingredientes locais, memória e rigor técnico. Em 2025, recebeu da Abrachefs o Prêmio Dólmã de melhor chef profissional do país.
Cozinheiro desde os 15 anos, começou a se aproximar da profissão antes disso, cortando legumes com a avó. Ainda guarda a faca usada naquela época. Natural da Região Serrana fluminense, passou por restaurantes estrelados na Espanha e se especializou no País Basco. Praticante de muay thai e de perfil inquieto, pretende aplicar à disputa a disciplina do esporte.
Kenzo Shintome
Cozinheiro, 30 anos, São Paulo (SP). O projeto Nadando na Cozinha é o espaço em que Kenzo mostra, com irreverência, os bastidores da profissão nas redes sociais. Comunicativo, acelerado e bem-humorado, ele concilia a produção de conteúdo com eventos e consultorias.
Sua trajetória inclui Tuju, D.O.M. e Corrutela, além de cinco anos na Austrália, onde aperfeiçoou técnicas de alta gastronomia. As influências asiáticas e a identidade nipo-brasileira orientam seus pratos. Na competição, pretende manter a descontração e o humor ácido que apresenta diante das câmeras.
Léo Salles
Chef confeiteiro e consultor, 31 anos, São Paulo (SP). Vencedor da segunda temporada do MasterChef Confeitaria, em 2025, Léo retorna à franquia para demonstrar versatilidade também nos salgados. Antes da especialização em doces, o profissional formado em gastronomia trabalhou na cozinha quente.
Passou pela Enoteca Saint VinSaint e pelo Lasai, restaurante estrelado no Rio de Janeiro. De perfil agitado, busca na arte contemporânea e nos ingredientes nacionais referências para combinações pouco usuais. Na final que lhe rendeu o troféu, usou vieiras em uma sobremesa. Agora, quer aplicar técnica e criatividade a diferentes tipos de preparo.
Léo Santos
Chef confeiteiro e consultor, 32 anos, Ribeirão Preto (SP). A delicadeza dos doces fez de Léo um dos concorrentes de destaque da quarta temporada para amadores, em 2017, quando terminou em quinto lugar. Depois do programa, estudou gastronomia na Itália e aprofundou a especialização com Diego Lozano.
O repertório passou a reunir confeitaria clássica, cozinha brasileira e preparos low carb. Ele também começou a produzir conteúdo digital, trabalha com consultoria e planeja abrir um espaço próprio. Com estilo marcante, retorna para apresentar a evolução profissional desde a primeira disputa.
Lubyanka Baltar
Chef executiva e proprietária, 46 anos, João Pessoa (PB). Dona do gastrobar Esperanto, Lubyanka foi a quinta colocada da segunda edição do MasterChef Profissionais. A chef acredita que o aprendizado acumulado desde então elevou seu nível e volta com mais maturidade, refinamento e foco.
Filha de mãe norte-americana e pai brasileiro, formou-se na Le Cordon Bleu de Miami e trabalhou por anos em restaurantes de destaque nos Estados Unidos. Na Paraíba, desenvolveu a carreira com consultorias, eventos e o próprio empreendimento. Massas, molhos e referências regionais integram seu repertório. Determinada a vencer, tem como lema “the sky is the limit”.
Marcelo Zaidan
Chef de operações, 37 anos, São Paulo (SP). Vice-campeão da primeira temporada do MasterChef Profissionais, Marcelo tenta conquistar o título que faltou em sua primeira passagem. Começou a trabalhar na área aos 19 anos e construiu um percurso por Clos de Tapa, Kaá e Hotel Unique, no Brasil, e Belcanto, em Portugal.
Depois do reality, seguiu para a Europa e atuou em casas de alta gastronomia, entre elas Eneko e Azurmendi. Intenso, ambicioso, perfeccionista e autocrítico, trata a apresentação do prato como forma de expressão e evita soluções convencionais. Volta mais preparado, com o mesmo objetivo de vencer.
Mariana Marzola
Chef de cozinha e empresária, 38 anos, Ribeirão Preto (SP). No Hecho, restaurante de sua propriedade, Mariana encontrou espaço para desenvolver uma cozinha criativa e afetiva. Formada em Economia, descobriu o interesse profissional pela gastronomia durante a faculdade e permaneceu na área.
Seu percurso inclui experiências em Ribeirão Preto, empreendedorismo e estágios no Evvai e no Central, em Lima, no Peru. Interessada em artes visuais, cerâmica e processos de criação, considera a improvisação uma de suas principais habilidades. Quer conquistar os jurados preservando a identidade de seus preparos.
Miguel Fernandez
Cozinheiro, 23 anos, Nova Friburgo (RJ). A mistura de referências latino-americanas orienta a cozinha de Miguel. Filho de argentina e chileno, cresceu em Buenos Aires e vive no Rio de Janeiro desde o fim da adolescência.
Antes de trabalhar profissionalmente com gastronomia, encontrou nas competições de beatbox uma maneira de se expressar. Depois, elaborou cardápios em Bariloche, passou pelo Venga! e integrou a equipe do Lasai. Leva à disputa uma proposta inventiva, construída a partir de diferentes origens culturais.
Pascal Valero
Chef e consultor, 55 anos, Carcassonne (França). Com quase quatro décadas de profissão, Pascal aposta na tranquilidade e na experiência para disputar o MasterChef Profissionais. Francês radicado no Brasil há 24 anos, trabalhou em restaurantes de prestígio pelo mundo e liderou equipes internacionais antes de se estabelecer no país.
O currículo inclui casas ligadas a Alain Ducasse e a participação na inauguração do Palácio Tangará. Detalhista e rigoroso, prioriza matérias-primas de qualidade e precisão de sabor. Pescados, frutos do mar e ingredientes brasileiros estão entre suas preferências.
Vinicius Cavalcante
Chef proprietário, 41 anos, Vitória (ES). À frente de três restaurantes em Vitória, Vinicius desenvolveu uma cozinha com referências mediterrâneas, traços caiçaras e espaço para a criação. A relação com os fogões começou com a mãe e a avó e ganhou novas influências em experiências na Itália, na Espanha e no D.O.M.
Viagens e empreendedorismo fazem parte de sua trajetória, marcada pelo respeito à gastronomia. Enérgico, conduz equipes com firmeza mesmo sob pressão. Fora do trabalho, pratica caça submarina e muay thai para exercitar a concentração. Pretende usar esse repertório na busca pelo título.
Willian Peters
Chef de cozinha e consultor, 42 anos, Porto Alegre (RS). Willian retorna depois de ser vice-campeão da terceira temporada profissional, mantendo a irreverência e com mais segurança no trabalho. Atualmente participa do OBRAdor, projeto de alta gastronomia intimista que acontece em endereços secretos de Curitiba.
Antes, atuou em restaurantes estrelados na Espanha e foi sous-chef do Manioca, de Helena Rizzo, construindo reconhecimento pela inventividade. Também comandou o Les Présidents, de Erick Jacquin, integrou o Obst., em Curitiba, e passou a dar aulas e consultorias. A nova participação será uma oportunidade de mostrar o desenvolvimento desde sua estreia no reality.


O que o campeão ganhará
Além do troféu, o vencedor do MasterChef Profissionais 2026 receberá R$ 300 mil. A premiação inclui uma viagem à Itália oferecida pela Nomad, com experiências gastronômicas, e um vale-compras de R$ 30 mil da Havan.
A Unox entregará um forno combinado profissional ao campeão. A Le Creuset completará os prêmios com um kit de panelas e utensílios.
Onde assistir ao MasterChef Profissionais
Na Band, o programa vai ao ar às terças-feiras, às 22h30, com transmissão simultânea pelo Band.com.br e pelo aplicativo Bandplay.
A partir de 9 de outubro, a temporada também estará na HBO Max e no Discovery Home & Health, às sextas-feiras, às 20h30. O canal oficial da atração no YouTube é outra opção para acompanhar o conteúdo do programa.
Patrocinadores e produção do programa
A temporada tem 13 anunciantes NET, distribuídos em quatro cotas. Na Master estão Cacau Show, Heinz, Kitchen, Nestlé e Nomad. A Chef reúne Bombril, Concha y Toro, Dona Benta, Havan e Pilecco Nobre. Dako integra a cota Patrocínio, enquanto Le Creuset e Unox estão na cota Prêmio.
O formato criado por Franc Roddam tem representação internacional da Banijay Entertainment. A Endemol Shine Brasil produz a atração para a Band e para o Discovery Home & Health.
Fonte: Diário do Pará



