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Altamira decreta situação de emergência por causa de incêndios florestais no Pará

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Medida foi adotada após o avanço das queimadas em parques e áreas de preservação ambiental. ICMBio também reforçou as equipes de combate ao fogo no município.

A Prefeitura de Altamira, no sudoeste do Pará, decretou situação de emergência nas áreas atingidas por incêndios florestais. A decisão foi oficializada pelo Decreto nº 2.047, de 19 de outubro de 2026, publicado no Diário Oficial do Município, diante dos danos provocados pelo avanço das chamas em áreas ambientais.

A medida contempla regiões afetadas por incêndios em parques e áreas de proteção ambiental, incluindo áreas de preservação permanente nos âmbitos municipal, estadual e federal. O objetivo é ampliar a capacidade de resposta do poder público, facilitar a mobilização de recursos e fortalecer as ações de combate ao fogo.

O decreto foi divulgado em meio a um período de estiagem e altas temperaturas na região amazônica, condições que favorecem a propagação dos incêndios e aumentam os riscos para a vegetação, a fauna e as comunidades próximas aos locais atingidos.

Incêndios atingem áreas de preservação

A situação em Altamira preocupa autoridades ambientais devido à presença de focos de incêndio em áreas de vegetação nativa e unidades de conservação. Além dos danos ambientais, as queimadas podem comprometer atividades de moradores de comunidades rurais e provocar problemas relacionados à qualidade do ar.

Um dos locais afetados é a Reserva Extrativista Riozinho do Anfrísio, unidade de conservação federal localizada no município. Segundo informações do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), os incêndios começaram a ser identificados em 7 de outubro e atingiram áreas de cultivo de cacau e vegetação nativa.

Levantamentos realizados pelo instituto indicaram que aproximadamente 4 mil hectares haviam sido atingidos na reserva. O fogo também afetou famílias que vivem na região, levando à mobilização de equipes para combater as chamas e prestar assistência aos moradores.

A dificuldade de acesso a algumas comunidades representa um obstáculo adicional. Em determinadas áreas, o deslocamento por rios foi prejudicado pelo baixo nível das águas, exigindo alternativas logísticas para transportar brigadistas, equipamentos e ajuda humanitária.

ICMBio envia reforço para combater as chamas

Na quarta-feira (21), o ICMBio enviou 14 brigadistas especializados para reforçar o combate aos incêndios florestais em Altamira. O grupo passou a integrar as ações desenvolvidas para conter o avanço do fogo em áreas ambientais e unidades de conservação.

As equipes atuam em conjunto com os profissionais que já estavam mobilizados no município, buscando controlar os focos ativos e proteger áreas naturais e comunidades ameaçadas.

Além do combate direto, o trabalho envolve o monitoramento das regiões atingidas, a avaliação da evolução dos incêndios e o planejamento das estratégias para impedir que as chamas avancem sobre novas áreas.

O instituto também mobilizou apoio aéreo em operações anteriores na região, tanto para reconhecimento dos locais atingidos quanto para auxiliar no transporte de materiais destinados às famílias afetadas.

O que muda com a situação de emergência?

Com a publicação do decreto, a administração municipal passa a contar com instrumentos administrativos para agilizar as medidas necessárias ao enfrentamento do desastre.

A declaração permite ampliar a articulação com os governos estadual e federal, mobilizar equipes e organizar ações emergenciais voltadas à proteção ambiental e ao atendimento das áreas afetadas.

O reconhecimento da situação de emergência também pode permitir que o município solicite apoio e recursos aos órgãos competentes, conforme os procedimentos e critérios estabelecidos pela Defesa Civil.

A medida não significa, por si só, que os recursos financeiros já tenham sido liberados. A eventual transferência de verbas depende da análise dos pedidos e da aprovação pelas autoridades responsáveis.

Fogo aumenta preocupação com o meio ambiente

Os incêndios florestais provocam impactos que vão além da perda de vegetação. As chamas podem destruir habitats, ameaçar animais silvestres, prejudicar áreas de produção rural e comprometer o equilíbrio dos ecossistemas.

A fumaça também representa um risco para a população, especialmente durante períodos prolongados de queimadas, quando a qualidade do ar pode piorar e aumentar o desconforto respiratório.

Em Altamira, a combinação entre estiagem, calor e dificuldades de acesso a determinadas regiões torna o trabalho das equipes de combate ainda mais complexo.

As autoridades ambientais seguem mobilizadas para conter os focos de incêndio, proteger as comunidades e reduzir os prejuízos provocados pelo fogo. A orientação é evitar queimadas e comunicar às autoridades a ocorrência de incêndios em áreas de vegetação.

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