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STJ mantém condenação de coordenadora que impediu matrícula de criança com síndrome de Down em Belém

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O episódio aconteceu em 2021, quando Athos tinha apenas quatro anos. De acordo com o relato dos pais, Alexandre Bastos e Keila Vale, havia vaga disponível na escola particular, mas, depois que a instituição tomou conhecimento de que o menino tinha síndrome de Down, ele foi submetido a uma avaliação antes de ter a matrícula recusada.

Segundo a família, a justificativa apresentada foi de que a criança não teria o nível de atenção necessário para acompanhar a turma. Os pais contestaram a decisão e levaram o caso à Justiça, com o objetivo de responsabilizar os envolvidos pela recusa de matrícula.

O Ministério Público também atuou no caso, que resultou em uma condenação pela Justiça paraense. Em decisão anterior, uma coordenadora pedagógica recebeu pena de três anos e sete meses de reclusão, substituída por medidas alternativas, além de multa. <Cite refs={[“turn434576search0″,”turn434576search3”]}/>

Família aguarda publicação da decisão

Após o julgamento no STJ, a família informou que aguardava a publicação do acórdão para conhecer os fundamentos da decisão e avaliar os próximos passos jurídicos. Portanto, o resultado representa a manutenção da condenação nessa etapa do processo, sem afastar a possibilidade de novos desdobramentos processuais. <Cite refs={[“turn434576search0″,”turn434576search1”]}/>

Direito à educação inclusiva

O caso reacende o debate sobre a inclusão de crianças com deficiência nas escolas brasileiras. A Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015) assegura o direito à educação inclusiva e estabelece que instituições de ensino devem garantir condições de acesso, permanência, participação e aprendizagem aos estudantes com deficiência.

A legislação também proíbe práticas discriminatórias que impeçam o exercício desse direito. A decisão reforça a importância de combater barreiras e preconceitos no ambiente escolar, garantindo que crianças com deficiência tenham oportunidades de desenvolvimento e aprendizagem em condições de igualdade.

Para a família de Athos, o processo representa uma busca por responsabilização pela negativa de matrícula. O caso também evidencia os desafios enfrentados por pais que procuram instituições de ensino capazes de acolher seus filhos e respeitar suas necessidades educacionais.

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