
Medida envolve dois lotes do Keytruda, utilizado no tratamento de diversos tipos de câncer; agência proibiu a comercialização, a distribuição e o uso dos produtos.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta segunda-feira (19), a apreensão de dois lotes do medicamento Keytruda (pembrolizumabe), indicado para o tratamento de diferentes tipos de câncer. A medida foi adotada após a identificação de unidades com características divergentes das do produto original, levantando suspeitas de falsificação.
A decisão foi publicada no Diário Oficial da União e atinge os lotes Z005197 e Z012354, na apresentação de 100 mg/4 mL.
Segundo a Anvisa, a própria farmacêutica Merck Sharp & Dohme (MSD), responsável pelo registro do medicamento no Brasil, identificou as irregularidades no mercado e comunicou o caso à agência reguladora.
Uso e comercialização estão proibidos
Além da apreensão, a determinação proíbe a comercialização, a distribuição e o uso dos lotes identificados. A medida busca impedir que unidades suspeitas de falsificação continuem circulando e sejam utilizadas por pacientes.
O Keytruda contém pembrolizumabe, uma substância utilizada em tratamentos oncológicos, conforme indicação médica, para diferentes tipos de câncer.
O que os pacientes devem fazer?
Pacientes, familiares e profissionais de saúde devem verificar a identificação dos lotes do medicamento. Caso encontrem unidades correspondentes aos códigos atingidos pela determinação, a orientação é não utilizar o produto e procurar o farmacêutico responsável ou o serviço de saúde para receber instruções.
A Anvisa reforça a importância de adquirir medicamentos por canais regularizados e de comunicar às autoridades sanitárias possíveis irregularidades.
A proibição é específica para os lotes citados na resolução. A suspeita de falsificação não significa que todas as unidades do medicamento Keytruda estejam comprometidas.
A medida foi divulgada pela Agência Brasil nesta segunda-feira (19).



