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8 bilionários brasileiros que fizeram fortuna sem diploma

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A Forbes reuniu oito bilionários brasileiros que construíram grandes fortunas sem concluir uma graduação. O levantamento faz parte da Lista Forbes Bilionários Brasileiros 2026 e mostra trajetórias diferentes, com nomes ligados a setores como carnes, varejo, chocolates, investimentos e tecnologia.

Por muito tempo, o diploma universitário foi visto como uma etapa quase obrigatória para quem buscava espaço no mercado de trabalho e no mundo empresarial. A trajetória de grandes empreendedores, porém, mostra que alguns seguiram caminhos diferentes.

No cenário internacional, Bill Gates, Mark Zuckerberg e Steve Jobs são exemplos conhecidos de empresários que deixaram a universidade antes de concluir a formação. Gates e Zuckerberg abandonaram Harvard para se dedicar aos negócios. Jobs deixou o Reed College após o primeiro semestre, mas continuou frequentando algumas aulas como ouvinte.

No Brasil, a Forbes encontrou oito bilionários que também não concluíram uma graduação. Alguns abandonaram cursos em universidades de prestígio. Outros começaram a trabalhar ainda na adolescência e construíram seus negócios a partir dessas experiências.

A lista reúne empresários que ajudaram a transformar negócios familiares em gigantes globais e também fundadores de empresas de tecnologia que deixaram a universidade para empreender.

Joesley e Wesley Batista, JBS

Fortuna: R$ 21,9 bilhões cada

Posição no ranking: 17º

Idades: 54 anos, Joesley, e 56 anos, Wesley

Empresa: JBS

Joesley e Wesley Batista deixaram os estudos na adolescência para ajudar o pai no negócio da família e hoje aparecem entre os bilionários brasileiros da Forbes. Foto: divulgação/reprodução

Os irmãos Joesley e Wesley Batista comandam a JBS e aparecem entre os brasileiros mais ricos da Lista Forbes Bilionários Brasileiros 2026. Nenhum dos dois concluiu o ensino superior.

Ainda adolescentes, os irmãos deixaram os estudos para ajudar o pai, José Batista Sobrinho, na expansão do frigorífico da família em Anápolis, Goiás.

A JBS ganhou escala principalmente a partir dos anos 2000, quando passou a realizar uma série de aquisições. Entre elas estão a compra da americana Swift & Co., por US$ 225 milhões, e da Pilgrim’s Pride, por US$ 800 milhões.

Mais recentemente, o grupo adquiriu 50% da Mantiqueira, uma das maiores produtoras de ovos do Brasil. Em fevereiro de 2026, o PicPay, fintech controlada pelo grupo J&F, que também controla a JBS, estreou na Nasdaq. A operação movimentou cerca de US$ 500 milhões e levou a empresa a um valuation aproximado de US$ 2,5 bilhões.

Julio Bozano, do mercado financeiro

Fortuna: R$ 12,6 bilhões

Posição no ranking: 29º

Idade: 90 anos

Empresa: Crescera Capital

Julio Bozano ingressou em Arquitetura na UFRJ, mas não concluiu o curso antes de construir sua trajetória no mercado financeiro. Foto: divulgação/reprodução

O gaúcho Julio Rafael de Aragão Bozano chegou a ingressar no curso de Arquitetura da UFRJ, mas não concluiu a graduação.

Ele construiu uma longa trajetória no mercado financeiro e se tornou um dos nomes mais conhecidos do setor bancário brasileiro. Na década de 1990, ganhou o apelido de “barão do aço” por sua participação nas privatizações de empresas siderúrgicas.

Em 2000, Bozano vendeu o Banco Bozano, Simonsen ao grupo espanhol Santander. Anos depois, voltou ao mercado de investimentos.

Em 2013, criou a Bozano Investimentos, hoje chamada Crescera Capital, gestora especializada em private equity.

Fora do mercado financeiro, o empresário também mantém uma atividade ligada ao universo equestre. Segundo a Forbes, ele é proprietário de cerca de 300 cavalos puro-sangue.

Marcos Molina, da MBRF

Fortuna: R$ 6,1 bilhões

Posição no ranking: 59º

Idade: 56 anos

Empresa: MBRF

Marcos Molina começou a empreender aos 16 anos e se tornou controlador da Marfrig, uma das maiores empresas de carne bovina do mundo. Foto: divulgação/reprodução

Marcos Molina dos Santos também construiu sua trajetória sem concluir uma formação universitária. Ele começou a empreender aos 16 anos, com um negócio de distribuição de carnes.

O empresário se tornou acionista controlador da Marfrig Global Foods, uma das maiores companhias de carne bovina do mundo em capacidade.

Sob sua liderança, a empresa concluiu, no segundo semestre de 2025, o processo de fusão com a BRF. Molina divide o controle da companhia com a mulher, Márcia Marçal dos Santos, que também integra a lista de bilionários.

Ilson Mateus, do Grupo Mateus

Fortuna: R$ 3,5 bilhões

Posição no ranking: 107º

Idade: 63 anos

Empresa: Grupo Mateus

Ilson Mateus começou a trabalhar aos 12 anos e construiu o Grupo Mateus, uma das principais redes de varejo alimentar do Nordeste. Foto: divulgação/reprodução

A trajetória de Ilson Mateus Rodrigues começou ainda mais cedo. O empresário maranhense começou a trabalhar aos 12 anos e não concluiu o ensino médio. Ele tem apenas o ensino fundamental completo.

Antes de construir sua rede varejista, Ilson trabalhou como garimpeiro e torneiro mecânico. Depois, criou o Grupo Mateus e expandiu a empresa pelo Nordeste.

A companhia se tornou uma das maiores redes de supermercados e atacarejos do país. Em outubro de 2020, o Grupo Mateus estreou na Bolsa de Valores.

Atualmente, Ilson é presidente e principal acionista da empresa. O controle também envolve sua ex-mulher, Maria Barros Pinheiro, e os filhos, Ilson Junior e Denílson.

Henrique Dubugras e Pedro Franceschi, da Brex

Fortuna: R$ 3,3 bilhões cada

Posição no ranking: 112º

Idades: 30 anos, Henrique, e 29 anos, Pedro

Empresa: Brex

Henrique Dubugras e Pedro Franceschi abandonaram Stanford para criar a Brex, fintech que alcançou bilhões de dólares em valor de mercado. Foto: divulgação/reprodução

Os empreendedores Henrique Dubugras e Pedro Franceschi escolheram outro caminho. Os dois ingressaram no curso de Ciência da Computação da Universidade Stanford, nos Estados Unidos, mas ficaram menos de um ano na instituição.

Em 2017, decidiram abandonar a graduação para fundar a Brex, fintech criada em São Francisco e voltada inicialmente ao mercado de cartões de crédito corporativos.

A empresa cresceu rapidamente e atraiu grandes investimentos. Em janeiro de 2022, captou US$ 300 milhões e alcançou uma avaliação de mercado de US$ 12,3 bilhões.

Quatro anos depois, a instituição financeira americana Capital One adquiriu a Brex por US$ 5,15 bilhões.

Alexandre Costa, fundador da Cacau Show

Fortuna: R$ 2,4 bilhões

Posição no ranking: 157º

Idade: 55 anos

Empresa: Cacau Show

Alexandre Costa fundou a Cacau Show aos 17 anos e começou vendendo chocolates em um Fusca antes de transformar a empresa em uma gigante do setor. Foto: divulgação/reprodução

Alexandre Tadeu da Costa começou a empreender ainda adolescente. Aos 17 anos, fundou a Cacau Show e iniciou as vendas de trufas e bombons em padarias de São Paulo.

Para transportar os produtos, ele usava um Fusca 1978. A experiência ajudou a formar a base do negócio que, anos depois, se transformaria em uma das maiores redes de chocolates do mundo.

Alexandre não possui formação universitária. Ele, porém, fez cursos de especialização em chocolates na Bélgica.

Atualmente, é dono e CEO da Cacau Show, uma das maiores franqueadoras do Brasil. A empresa comprou o grupo Playcenter no início de 2024 e também anunciou o Cacau Park, parque temático previsto para Itu, no interior de São Paulo.

O projeto tem investimento próprio estimado em R$ 2 bilhões, e a inauguração está prevista para 2027.

Como a Forbes calcula as fortunas

A Lista Forbes Bilionários Brasileiros 2026 considera diferentes fontes para identificar pessoas com patrimônio de pelo menos R$ 1 bilhão.

Um dos principais critérios envolve ações negociadas em Bolsa. Para a edição de 2026, a Forbes utilizou como referência as cotações de fechamento de 30 de junho de 2026.

Os dados públicos utilizados no levantamento são oficiais e auditados. Ainda assim, a própria Forbes ressalta que os patrimônios podem estar subestimados.

Isso ocorre porque o levantamento não inclui, na maioria dos casos, bens como imóveis, obras de arte, aviões e embarcações. A exceção ocorre quando o próprio participante fornece informações confiáveis sobre esses ativos.

A metodologia também permite que patrimônios de irmãos ou outros familiares sejam consolidados ou apresentados separadamente, dependendo de cada caso.

A edição de 2026 reúne 255 bilionários brasileiros, com patrimônio combinado de cerca de R$ 1,86 trilhão.

Fonte: Diário do Pará

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