
Com a saída das casas de apostas do mercado brasileiro, empresa pretende conquistar novos espaços publicitários nos clubes e aproveitar a redução da concorrência por patrocínios esportivos.
A Fatal Model, plataforma brasileira de anúncios de acompanhantes, pretende ampliar sua presença no futebol e projeta faturar entre R$ 180 milhões e R$ 200 milhões em 2026. A empresa busca aproveitar as mudanças no mercado de patrocínios esportivos após a saída das casas de apostas, que ocupavam espaços importantes nas camisas e em outras propriedades comerciais dos clubes brasileiros.
A estratégia é ampliar os investimentos no futebol e disputar contratos que anteriormente eram procurados por empresas do setor de apostas. Com a redução da concorrência por determinados espaços publicitários, a companhia avalia que pode encontrar oportunidades para fortalecer sua marca e ampliar o alcance junto ao público esportivo.
Segundo reportagem publicada pela revista Exame nesta sexta-feira (23), a Fatal Model já patrocinou mais de 30 clubes desde 2022 e pretende intensificar sua atuação no mercado esportivo.
Empresa mira grandes clubes brasileiros
Entre os movimentos recentes da companhia estão propostas para assumir o patrocínio máster de Flamengo e Corinthians, dois dos clubes de maior torcida do país.
As ofertas foram apresentadas em meio às mudanças envolvendo o mercado de apostas esportivas. A empresa busca ocupar espaços de destaque nos uniformes e ampliar a exposição da marca durante as competições.
Em setembro, a Fatal Model apresentou uma proposta de R$ 120 milhões por um ano para assumir o patrocínio máster do Corinthians. A companhia também informou ter feito uma proposta ao Flamengo, embora o clube carioca tenha contestado o recebimento da oferta, segundo informações divulgadas pela imprensa esportiva.
As negociações demonstram a intenção da empresa de disputar contratos de grande porte e aumentar sua participação no mercado de publicidade esportiva.
Saída das casas de apostas abre espaço para novos anunciantes
As mudanças nas regras relacionadas às empresas de apostas esportivas alteraram o cenário de patrocínios no futebol brasileiro. Com a restrição à atuação dessas companhias, clubes passaram a buscar alternativas para substituir contratos e preservar receitas comerciais.
Para a Fatal Model, esse movimento pode representar uma oportunidade de negociar espaços publicitários em condições mais favoráveis. A empresa avalia que a diminuição da procura por determinadas propriedades comerciais pode reduzir os preços de alguns contratos.
Em entrevista à Exame, Samuel Ongaratto, diretor de negócios da companhia, afirmou que as mudanças regulatórias e os custos associados à operação das casas de apostas influenciaram a disposição dessas empresas para investir em marketing esportivo.
A expectativa da Fatal Model é aproveitar esse cenário para ampliar o número de parcerias e consolidar sua presença no futebol nacional.
Presença no futebol começou em 2022
A aproximação da empresa com o esporte começou em 2022. Desde então, a plataforma ampliou sua participação em ações de marketing esportivo e fechou acordos com equipes de diferentes divisões e regiões do Brasil.
O futebol passou a integrar a estratégia de divulgação da marca, permitindo alcançar um público maior e aumentar sua visibilidade em transmissões, estádios e uniformes.
A companhia também busca associar sua presença no esporte à discussão sobre o trabalho de acompanhantes e à forma como esses profissionais são vistos pela sociedade.
Meta de faturamento chega a R$ 200 milhões
A projeção de faturamento entre R$ 180 milhões e R$ 200 milhões em 2026 representa uma nova etapa nos planos de expansão da Fatal Model.
O crescimento esperado depende da evolução das receitas da plataforma, dos investimentos em divulgação e da capacidade de conquistar novos contratos comerciais.
A ampliação dos patrocínios esportivos é considerada uma das frentes para fortalecer a marca e aumentar sua exposição nacional.
Com o mercado de publicidade no futebol passando por mudanças, a empresa pretende disputar oportunidades que podem surgir com a reorganização dos contratos de patrocínio. A estratégia é ampliar a presença nos clubes e transformar a visibilidade esportiva em crescimento comercial.



