InícioMeio AmbienteMANAUS REGISTRA PELA SEGUNDA VEZ QUALIDADE DO AR CONSIDERADA PÉSSIMA

MANAUS REGISTRA PELA SEGUNDA VEZ QUALIDADE DO AR CONSIDERADA PÉSSIMA

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Concentração de partículas poluentes ultrapassou em mais de 23 vezes o limite recomendado pela OMS; fumaça é associada a queimadas e incêndios.

Manaus, capital do Amazonas, voltou a registrar níveis considerados perigosos de poluição do ar devido à fumaça de queimadas e incêndios florestais. Segundo reportagem da Amazônia Real, publicada na sexta-feira (9), a cidade enfrentou, pela segunda vez em 17 dias, um episódio de qualidade do ar classificada como péssima.

Dados da plataforma Selva, da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), apontaram concentração de partículas finas PM2,5 de 350,9 microgramas por metro cúbico (µg/m³) na madrugada de sexta-feira. O índice é mais de 23 vezes superior ao valor de referência de 15 µg/m³ recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para uma média de 24 horas.

A fumaça está relacionada a incêndios em áreas urbanas, queimadas e focos de fogo em regiões florestais próximas à capital. Um incêndio em um terreno utilizado para descarte de resíduos no Distrito Industrial 2 também contribuiu para agravar a poluição.

Aumento das queimadas

Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) citados na reportagem apontam que o Amazonas registrou 7.039 focos de queimadas entre 1º de janeiro e 8 de outubro de 2026, aumento de 55% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Em setembro, foram contabilizados 3.726 focos no estado, contra 942 em setembro de 2025. Na Região Metropolitana de Manaus, a concentração de partículas poluentes chegou a 500 µg/m³ durante a semana.

Riscos à saúde

Moradores relataram sintomas como dor de cabeça, tosse, irritação na garganta, ardência nos olhos, tontura e vômitos. Diante da fumaça intensa, as orientações incluem reduzir a exposição ao ar livre, manter as janelas fechadas quando necessário e reforçar a hidratação.

A situação também provocou suspensão de atividades em escolas e universidades públicas na capital amazonense na sexta-feira (9), conforme informações divulgadas pela prefeitura.

Incêndios também atingem o Pará

Além do Amazonas, o Pará enfrenta ocorrências graves. Na Reserva Extrativista Riozinho do Anfrísio, em Altamira, incêndios atingiram comunidades ribeirinhas, destruindo casas, uma escola de ensino médio e plantações de cacau, segundo relatos publicados pela Amazônia Real.

A origem dos incêndios ainda era investigada, enquanto moradores e lideranças comunitárias cobravam apoio para atender às famílias atingidas.

O cenário reforça os impactos das queimadas sobre a saúde da população, o meio ambiente e as comunidades amazônicas.

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