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Manto de Nossa Senhora: relembre a tradição e veja fotos

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O manto que veste a Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Nazaré se tornou um dos símbolos mais marcantes do Círio. Mas a tradição que hoje emociona os devotos também guarda dúvidas e histórias que atravessam séculos.

Pesquisadores divergem sobre uma questão que permanece sem resposta definitiva: Nossa Senhora de Nazaré já usava um manto quando foi encontrada por Plácido José de Souza?

Há relatos de que a imagem não estaria vestida com a peça. Outros, porém, afirmam que sim. Entre essas versões, há quem descreva um manto azul brilhante, aparentemente preservado, como se a imagem estivesse em um templo. Outra hipótese é de que a peça estivesse desgastada pela ação do tempo e das intempéries, já que a imagem teria sido encontrada em meio à floresta.

Se a origem do manto permanece cercada de versões, sua presença nas representações da Festa de Nazaré é antiga. Nos primeiros registros conhecidos em cartazes do Círio, Nossa Senhora já aparece vestida com um manto de formato retangular.

A tradição continuou mesmo quando a imagem utilizada nas procissões passou a ser a do Colégio Gentil Bittencourt. Embora essa imagem tenha características e estrutura diferentes da imagem original, ela também recebeu mantos seguindo os mesmos moldes tradicionalmente associados à representação de Nossa Senhora de Nazaré.

Não há registros precisos que indiquem quando começou o costume de confeccionar ou trocar o manto todos os anos. Ainda assim, a frequência com que a peça aparece em cartazes, pinturas e outras representações de Nossa Senhora ao longo da história indica que o hábito de vestir a imagem com um manto é uma tradição antiga.

Irmã Alexandra e os mantos do Círio

Entre os nomes que ajudaram a construir essa tradição está o da irmã Alexandra, religiosa da Congregação das Filhas de Sant’Ana, ligada ao Colégio Gentil Bittencourt.

Durante anos, ela foi responsável pela confecção dos mantos utilizados pela imagem. As peças eram produzidas com materiais doados por promesseiros, que contribuíam para a elaboração das vestes oferecidas a Nossa Senhora.

Irmã Alexandra manteve esse trabalho até sua morte, em 1973. Depois dela, a missão passou para Esther Paes França, ex-aluna do Colégio Gentil Bittencourt e sua ajudante na tarefa de bordar os mantos.

Relembre os últimos mantos de Nossa Senhora

Esther chegou a confeccionar 19 mantos, mantendo viva uma tradição que já fazia parte da história do Círio.

De promesseiros a grandes estilistas

Com o passar dos anos, a produção do manto ganhou novos nomes e diferentes estilos. Católicos, artistas e estilistas reconhecidos passaram a receber a missão de criar a peça que veste a Imagem Peregrina durante as principais procissões do Círio.

Cada novo manto passou a carregar não apenas elementos estéticos, mas também símbolos religiosos, referências à fé dos devotos e homenagens ligadas à história da Festa de Nazaré.

Assim, o manto deixou de ser apenas uma veste da imagem. Tornou-se também uma expressão da devoção dos paraenses e dos milhares de promesseiros que acompanham Nossa Senhora pelas ruas de Belém.

A cada Círio, a revelação do novo manto renova essa tradição. Antes mesmo de a Imagem Peregrina sair às ruas, os devotos aguardam para conhecer a peça que irá vestir a Rainha de Nazaré durante mais uma jornada de fé.

Fonte: Portal do Círio de Nazaré

Fonte: Diário do Pará

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