
Viajar costuma envolver paisagens, cultura, gastronomia e história, mas a realidade política de um destino também pode pesar na experiência de quem pretende conhecê-lo. Em alguns países, problemas de corrupção no setor público aparecem lado a lado com conflitos, instabilidade política e restrições para visitantes.
O Índice de Percepção da Corrupção (IPC) 2025, divulgado pela Transparência Internacional em fevereiro de 2026, aponta os países que registraram as menores pontuações entre 182 nações e territórios avaliados.
No Índice de Percepção da Corrupção 2025, o Brasil obteve 35 pontos, ocupando a 107ª posição entre 182 países e territórios avaliados.
O que o índice avalia
O IPC atribui notas de 0 a 100 aos países, sendo que quanto menor a pontuação, maior é a percepção de corrupção no setor público. A avaliação é construída a partir de análises de especialistas e empresários e não representa uma classificação de segurança turística ou uma medição das experiências individuais de viajantes.
Na edição de 2025, Sudão do Sul e Somália aparecem com as menores pontuações, ambos com 9 pontos. Na sequência estão Venezuela, com 10, e um grupo formado por Iêmen, Líbia e Eritreia, todos com 13. O Sudão e a Nicarágua aparecem com 14, enquanto Síria e Guiné Equatorial registraram 15 pontos.
Sudão do Sul e Somália
Com 9 pontos cada, Sudão do Sul e Somália dividem as últimas posições do índice. No Sudão do Sul, país mais jovem do mundo, o cenário natural inclui áreas de savana, pântanos e regiões de grande biodiversidade. Apesar do potencial turístico, o destino ainda está distante de integrar o circuito convencional de viagens internacionais.
A Somália também alcançou 9 pontos. O país possui extenso litoral no Oceano Índico e patrimônio cultural diversificado, mas a situação de segurança é um dos principais fatores que devem ser considerados por quem avalia uma viagem ao território.
Venezuela aparece na sequência
Com 10 pontos, a Venezuela ocupa a posição seguinte entre os países com menor pontuação no IPC 2025. O território reúne atrações conhecidas internacionalmente, como o Salto Ángel, o Parque Nacional Canaima, praias caribenhas e cidades de importância histórica.

A Transparência Internacional também aponta a Venezuela entre os países das Américas com as menores pontuações no levantamento. Na região, o país aparece ao lado de Nicarágua e Haiti entre os resultados mais baixos.
Iêmen, Líbia e Eritreia
Iêmen, Líbia e Eritreia registraram 13 pontos cada. O Iêmen possui importantes conjuntos históricos e arquitetônicos, incluindo cidades antigas e o arquipélago de Socotra, conhecido pela biodiversidade e pelas espécies endêmicas.
Na Líbia, o patrimônio arqueológico inclui locais como Leptis Magna, Cirene e Sabratha, além da cidade histórica de Ghadamès. A Eritreia, por sua vez, tem em Asmara um dos principais destaques culturais. A capital é reconhecida pela arquitetura modernista e pelo conjunto urbano preservado.
Apesar desses atrativos, a situação política e as condições de segurança fazem com que esses países exijam atenção especial de quem pretende viajar.


Sudão e Nicarágua
O Sudão recebeu 14 pontos no levantamento. O país é conhecido pelo patrimônio ligado à antiga Núbia, com sítios arqueológicos como a Ilha de Meroé e Gebel Barkal. A existência desses locais, no entanto, contrasta com o cenário de conflito que atinge o território.
A Nicarágua também marcou 14 pontos. Diferentemente de outros países presentes entre as menores pontuações, possui uma estrutura turística mais desenvolvida e é conhecida por vulcões, cidades coloniais, lagos, praias e áreas de floresta tropical.
Síria e Guiné Equatorial fecham a lista
Síria e Guiné Equatorial aparecem com 15 pontos cada. A Síria possui um patrimônio histórico de grande importância, com locais reconhecidos pela Unesco, como as cidades antigas de Damasco e Aleppo e o sítio arqueológico de Palmira. Anos de conflito, porém, alteraram profundamente as condições para o turismo no país.


Na África Central, a Guiné Equatorial combina áreas de floresta tropical, praias e regiões de origem vulcânica. O país recebe menos turistas internacionais do que outros destinos do continente e também aparece entre as menores pontuações do IPC 2025.
O que considerar antes de viajar
A posição de um país no Índice de Percepção da Corrupção não significa, por si só, que uma viagem ao destino seja segura ou insegura. O indicador foi criado para avaliar a percepção sobre a corrupção no setor público, enquanto questões como conflitos armados, violência, regras de entrada, condições sanitárias e restrições locais precisam ser analisadas separadamente.
Por isso, quem pretende visitar algum dos países citados deve consultar informações atualizadas sobre entrada, documentação, segurança e situação política antes de definir o roteiro.
Fonte: Diário do Pará



